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HIPHOP
Movimento revolucionário? Movimento social? Ou apenas um
movimento juvenil?
O
Hip-Hop é tudo isso e muito mais.
O
Hip-Hop é uma cultura formada pelos seguintes elementos: o rap,
o graffiti e o break. e um novo elemento, o Free Style Rap -
rhythm and poetry, ou seja, ritmo e poesia, que é a expressão
musical-verbal da cultura.
O
graffiti - representa as artes plásticas, expressa por desenhos
coloridos feitos por graffiteiros, nas ruas das cidades
espalhadas pelo mundo. O break dance representa a dança. O DJ
comanda os scratchs e os MC's mandam a
menagem e o Free Style - que representa a rima feita no
improviso.
Os 4 elementos juntos compõe a cultura hip hop.
O
termo Hip-Hop foi estabelecido, por volta de 1968, pelo negro
Afrika Bambaataa, inspirado em duas movimentações cíclicas. A
primeira delas estava na forma cíclica pela qual se transmitia a
cultura dos guetos norte-americanos. A segunda estava justamente
na forma de dançar mais popular da época, saltar (hop)
movimentando os quadris (hip). Era um convite à festa.
Nesta época (década de 60), proliferou-se uma grande discussão
sobre direitos humanos e, nesta ordem dos fatos, os
marginalizados da sociedade de Nova York se articularam para
fazer valer suas propostas na eliminação das suas inquietações.
Assim surgiram grandes líderes negros, como Martin Luther King e
Malcom X, e grupos que lutavam pelos direitos humanos com os
Panteras Negras.
Esse ambiente influenciou bastante os primeiros praticantes do
Hip-Hop, principalmente artistas como Isaac Hayes que faziam os
habitantes do gueto dançarem músicas que eles mesmo intitulavam
de "Raps", a exemplo dos "Ike's Raps" contidos nos LP's de
Hayes, que eram compostos por uma base musical dançante
acompanhado de rimas faladas que seguiam o ritmo. Além disso, a
mensagem contida nas letras era informativa, de alto teor
político-social..
HIPHOP no Brasil
Originário dos E.U.A., logo se espalhou por todos os lugares do
mundo onde impera impiedosamente a exploração do homem pelo
homem, como um grito de liberdade e indignação que atravessou o
abismo entre a periferia e os condomínios fechados dos centros
urbanos.
A
Cultura Hip-Hop encontrou no Brasil na década de 90 um quadro
social caótico igual ao de qualquer outra grande metrópole.
Caótico no sentido da violência e dos problemas sociais; porém,
no Brasil, essa manifestação cultural se apresenta de forma
peculiar, mais ainda no Rio de janeiro, onde a Cultura Hip-Hop
se manifesta de forma diversa da de outros estados brasileiros.
A
chegada da Cultura Hip-Hop se deu no Rio de Janeiro, através da
dança break. Isso ocorreu através do filme Beat Street na década
de 80.O
principal espaço dessa manifestação foi na Estação de Metrô do
Largo da Carioca no Centro do Rio de Janeiro onde os b-boys
passaram a se concentrar. Antes de acontecer essa concentração
já havia dançarinos de break na Baixada Fluminense, na Tijuca e
em Botafogo.
O RAP é de fato um som de batida, agressivo ou bem humorado,
capaz de chocar, ensinar, denunciar ou explicar, qual tal for a
necessidade. O seu caráter politicamente correto fez com que,
aos poucos, deixasse de ser um som apenas dos oprimidos. Cada
vez mais o RAP é assimilado pelas pessoas conscientes dos
problemas atuais, independente de sua classe social.
Afinal, trata-se de um som e de um protesto, cuja imagem se faz
ver através do Break e da Grafite.
Atualmente nos EUA, o RAP vem passando por um triste processo de
descaracterização que atinge justamente o seu ponto principal:
as letras críticas e inteligentes. A exaltação das drogas e da
violência, aparentemente uma moda deste final de século, são os
temas preferidos de muitos rappers americanos.
Embora degenerativa esta grande contradição convence cada vez
mais as pessoas realmente ligadas no movimento de que RAP bom se
faz mesmo é no BRASIL, e os grupos nacionais são os preferidos
na opinião de todos os manos, véios e aliados que se unem em
torno da bandeira Hip Hop aqui no território nacional. Não
merecem a nossa atenção os sujeitos que se dizem rappers e fazem
um trabalho antagônico à essência do Hip Hop.
Não às drogas. Não a tudo o que é negativo e prejudicial ao ser
humano, seja no plano físico, mental ou social.
*Esse
filme foi muito importante para a Cultura Hip-Hop aqui
no Brasil, pois retratava a Cultura Hip-Hop nos
Estados Unidos.
BREAK
Porque Break, e não Breakdance?
É simples. O Break vai muito além de uma forma de dança. É mais
que tudo, um estilo de vida para quem ama o Hip Hop, é atitude,
é arte de rua. Embora o Break já existisse há pelo menos 30 anos
(de acordo com as maiores autoridades do mundo), sua explosão e
exposição ao grande público, passou a acontecer à partir de
1979, quando já estavam formados todos os conceitos do Hip Hop
como o conhecemos hoje, afinal, um ano antes (1978), já existiam
as formações organizadas de inúmeros crews de Break; as grandes
gravadoras já acertavam as contratações de artistas de Rap e a
concepção da Graffitti-Art assumia a atual forma de painel
multicor segundo a revolucionária definição do artista plástico
Phase 2.
Pronto. Estava formado o Hip Hop em suas três manifestações
máximas: O Break, Graffitti e Rap. Hoje, quando a mídia mundial
divulga cada vez mais o Rap, muitos devem perguntar porque não
citam o Rap, e sim o Break como base para a existência do Hip
Hop. Vejamos, no meio da década de 70, a Disco Music dominava o
mundo, e outras formas de expressão músical como o Rap não
tinham aceitação junto à mídia. Enquanto tudo isso acontecia, o
Hip Hop já existia, e não tinha chance de se propagar nos meios
de comunicação, e mesmo nas ruas, não conseguiria sucesso
utilizando apenas o Rap em sua pura forma de ritmo e poesia,
pois o mundo inteiro se embalava no universo de luzes da Disco.
Por outro lado, o Break era a única forma de arte livre, e
impossível de ser contido, por quem quer que fosse, pois tinha o
apelo visual necessário para chamar a atenção das massas.
Os movimentos intrincados, acrobáticos, mas altamente plásticos
e harmônicos dos B-Boys começaram a buscar fãs e seguidores nas
ruas, na base do corpo à corpo, trazendo junto o Graffitti, com
sua colorida expressão artístico-visual, e o Rap, a trilha
sonora que completava o cenário. E foi assim que o Hip Hop
começou a se fortalecer, pois era preciso algo que enchesse os
olhos do público para atingir a popularidade, que trouxesse
todos os elementos básicos para satisfazer os requisitos da
indústria de entretenimento.
O Break era tudo isso. A "nova" dança atingiu o público como um
furacão, e as emissoras de rádio e televisão; os clubes e as
revistas começavam a mostrar a todo mundo o Break, muitas vezes
sem perceber que com isso, estavam iniciando a promoção e
divulgação do Hip Hop como um todo. Pode se dizer que o Break
fazia, entre 70 e 80, o papel que os vídeos fazem hoje, em
benefício da indústria fonográfica, aumentando a força de
mercado através do apelo visual.
Com a popularização do Break, firmava-se a figura do B-Boy;
surgia o interesse sobre as ténicas utilizadas pelos Djs e
rappers. No princípio, a motivação do Break era defender, palmo
a palmo, nas ruas, o espaço para a emancipação da cultura Hip
Hop. Com o tempo, as lendárias batalhas ou "rachas" evoluiram
para um estágio de desenvolvimento de conceitos diversos, que
iam desde a compreensão dos difíceis passos da dança, até
programas de recuperação de jovens viciados ou que viviam nas
ruas. Quando a indústria cinematográfica resolveu mostrar o Hip
Hop em filmes, mais uma vez, o Break cumpriu o seu papel, e
milhões de juvens em todo o mundo, passaram a praticar em
qualquer lugar possível, desde a aparição do Rock Steady Crew em
Flashdance, passando por históricos filmes como Style wars (83),
Wild Style (83), Beat Street (84), Breakin' (84), Rappin' (85),
e Krush Groove (85).
Filmes como esses estabeleceram um marco na história da música,
mostrando uma cultura de rua que abria novos horizontes nas
vidas das pessoas, principalmente aquelas que viam a rua apenas
como o ambiente de um submundo criminal, um antro de perigos.
Nesses filmes as pessoas tinham a oportunidade de fomar um
paralelo de escolha entre o bem e o mal, partindo de um ponto de
vista real. Como se viu em Beat Street e Krush Groove era
possível deixar a violência e o crime sem deixar as ruas; era
possível ser alguém, tornar-se um artista expressando
experiências próprias e mostrar a arte sem ter que se
transformar num "personagem", assim como surgia a chance de
desenvolver uma cultura que não necessita de retoques ou ajustes
para se tornar "comercialmente viável".
Não era preciso ter dinheiro ou influência, mas sim, amor à arte
e vontade, muita vontade. Um dos aspectos mais positivos do
Break é justamente a rotina de treinamento, que praticamente
obriga a deixar todos os vícios, dormir bem, alimentar-se ainda
melhor, ou seja, ter saúde. Por todos esses motivos, os meios de
comunicação de todo o mundo voltam a dar evidência ao Break, e
começa a ser comum ver nomes como o de Crazy Legs e Peewee (Rock
Steady Crew), os N.Y.City Breakers, fazendo parte das notícias;
nas ruas toda a linha de vestuário street remete aos áureos
tempos do Break (tênis Adidas, Puma, Converse, Agasalhos, etc.);
grupos de Rap em evidência vêm colocando dançarinos de Break em
show e vídeoclips (Lords of the Underground, The Coup, Fugees),
artistas como Busy Bee, Cold Crush Brothers, Treacherous Three,
Fearless Four, Kurtis Blow, Afrika Bambaataa, e muitos outros
estão gravando novos discos, artistas do Graffitti fazem mostras
do nível de pintores clássicos em galerias e espaços culturais.
Tudo porque existe o Break.
A Origem Do Break No Brasil
Explicar passos de dança seria repetitivo e muito difícil, tão
difícil quanto à trajetória de todos esses artistas, ou como
eles preferem, B-Boys, que numa época praticamente sem recursos,
quando as perspectivas de crescimento junto ao público e ao
mercado dependiam da qualidade e do amor, fizeram seu papel,
garantindo o futuro em todos os lugares, como no Brasil, onde o
Break está vivo, e tem representantes genuínos e de nível
internacional.
Desde 1982, Nelson Triunfo e a posse Funk Cia, já mostravam o
Break na movimentadíssima Rua 24 de Maio, no coração de São
Paulo. Quando a "brincadeira" acabou por lá, a estação São Bento
tornou-se, para sempre o templo dos B-Boys de todo o Brasil. Lá
se formaram crews que mereceram a história do Break, como Crazy
Crew, Street Warriors, Nação Zulu, Fantastic Force, Jabaquara
Breakers e Back Spin Kings.
GRAFFITI
A
palavra grafite vem do italiano "graffiti" que é o plural de
graffito. Graffito significa em latim e italiano "escritas
feitas com carvão". Grafite vem da palavra "graphéin", que em
grego significa escrever; grafite também é o nome que se dá ao
material de carbono que compõe o lápis, de onde se conclui que
graffti tem tudo a ver com escrever com carvão. Graffiti é um
termo tão antigo quanto a velha Roma.
Os antigos romanos, em sua sociedade, tinham o costume de
escrever com carvão nas paredes de suas construções
manifestações de protesto, palavras proféticas, ordens comuns e
outras formas de divulgação de leis e acontecimentos públicos,
como se fossem mensagens em cartazes.
Alguns destes graffitis ainda podem ser vistos nas catacumbas de
Roma e em outros sítios arqueológicos espalhados pela Itália,
como é o caso de Pompéia, a cidade que foi sepultada pelas
cinzas e lavas do vulcão Vesúvio no ano de 79 d.C. Aliás, graças
a este seputamento, a cidade, seu modo de vida e seus graffitis
foram preservados e servem de testemunho para comprovar que a
arte de protestar e transmitir mensagens nas paredes, no meio
urbano que nos cerca é um costume bem anterior à nossa
sociedade. Servem também para mostrar que o homem , sempre que
viveu em sociedade, teve necessidade de contestar e se expressar
para os outros seres humanos ao seu redor . Se formos pensar
bem, muito antes ainda dos romanos, esta mesma forma de
expressão já era usada por egípcios, mesopotâmios e gregos, que
mesmo não tendo o objetivo de protestar, usavam as paredes de
suas residências, templo e prédios públicos para retratar o
estilo de vida sua gente e sua época. Se analisarmos em termos
mais genéricos ainda, até mesmo as pinturas rupestres, dos
homens das cavernas, podem ser consideradas uma forma de
pré-histórica do grafite. E não é essa umas das funções do
grafite de hoje? Expressão do modo de pensar e sentir a vida,
divulgação de idéias?
Milhares de anos depois destas civilizações, sem que acontecesse
praticamente nada parecido com o graffiti, no final da década de
60 e início da de 70 no nosso século, jovens do bairro
nova-iorquino do Bronx restabeleceram esta forma de arte, mas
desta vez não mais com carvão e sim com tintas spray, criando um
novo diálogo de grafite, colorido e muito mais rico, tanto
visualmente quanto no conteúdo de mensagens que eram passadas.
Existem duas teorias que explicam a origem dos grafiteiros
modernos e, para ser sincero, uma completa a outra. Há quem diga
que grafite surgiu com o hip hop, uma cultura de periferia,
originária dos guetos americanos que une o RAP (música muito
mais falada do que cantada), o break (dança robotizada) e o
grafite (arte plástica do movimento cultural). Nos EUA,
principalmente nos bairros pobres de Nova Iorque, era comum que
os moradores de periferia, impossibilitados de participar dos
eventos da cidade, que exigiam um certo poder aquisitivo,
fizessem festas de rua, conhecidas como "bailes black". No
geral, os promotores dessas festas faziam parte de guangues que
representavam e defendiam seus bairros. Mais do que defesa,
havia muita rivalidade entre uma gangue e outra. Para que seus
integrantes pudessem se comunicar, eles escreviam com letras
ilegíveis e faziam desenhos quase incompreensíveis nos muros dos
guetos, numa espécie de código secreto. Costuma-se dizer que o
código evoluiu para arte e ganhou o mundo.
A outra teoria afirma que o grafite teria surgido também em Nova
York e de lá se espalhado pelo mundo.
Desde o início os artistas, também chamados de writers
(escritores), costumavam escrever seus próprios nomes ou chamar
a atenção para problemas do governo ou questões sociais da
realidade que viviam. Tais desenhos eram feitos, em sua maioria,
em trens, porque o verdadeiro interesse do grafiteiro era passar
aquela mensagem para o maior número possível de pessoas. Sem os
trens, isso talvez não fosse realizado. Outra possibilidade
aproveitada pelos grafiteiros para passar a suas mensagens era
espalhar suas grandes idéias pelos muros da cidade.
As teorias se unificam a partir do momento que se aceita que os
grafiteiros ou escritores dos trens fossem os mesmos integrantes
das gangues dos guetos de Nova York. Não podemos esquecer ainda
que neste período do século XX, nos grandes centros urbanos, as
academias e escolas de arte começaram a entrar em crise e cair
no conceito dos jovens artistas, que queriam uma linguagem nova,
mais direta, mais humana e que mexesse mais com as pessoas,
fazendo fervilhar um movimento que dava crédito às manifestações
artísticas fora dos espaços fechados e acadêmicos.
Apesar da polícia repreender os grafiteiros com a prisão, sua
arte era bem aceita por muitos artistas e pessoas do público
comum.
Seja lá como for, a necessidade que esta rapaziada de periferia
sentia em poder se expressar, se sentir fazendo parte do mundo e
não somente sendo parte de um gueto rejeitado e ainda criar uma
certa fama e notoriedade foi o grande impulso para florescer uma
nova cultura de arte na rua.
Para muitas pessoas naqueles tempos (e ainda hoje, para os mais
ignorantes) o grafite não passava de um amontoado de letras
rabiscadas, sem nexo, uma pura poluição visual e uma ato de
vandalismo contra o patrimônio público. Mas desde que o grafite
passou a ser feito nos vagões de trens e metros da cidade, ele
deixou de ter um significado meramente de reconhecimento de
território de gangues, coisa que ainda erroneamente se considera
o motivo principal da pichação nos metros. Na verdade, o que os
grafiteiros de trens queriam era fazer grandes desenhos, com
bastante qualidade artística e a partir daí construir uma fama
em torno de seu nome. Por isso, as "tags" (as assinaturas do
nome, ou melhor, do apelido de cada grafiteiro) tinham tanta
importância e faziam parte, elas mesmas, do conceito visual do
grafite. É preciso explicar também que isso ocorreu na década de
70 e início de 80, pois em 1987 a companhia do metropolitano de
Nova Iorque, cansada de gastar fortunas com a limpeza dos vagões
para tirar os grafites, acabou investindo na compra de novos de
aço, resistentes á tinta spray e desde então o grafite de trens
não mais existe, podendo ser vistos apenas em fotos, filmes e
documentários ou em vagões abandonados. Quando isto aconteceu, o
grafite definitivamente se transferiu para os muros e quadras de
esporte.
Desde o início do grafite, os grafiteiros americanos se
intitularam "writers" (escritores, em português) porque sua arte
começou assim - escrevendo. Eles simplesmente escreviam seus
nomes onde quer que pudessem e a partir daí começaram a
desenvolver cada vez mais letras, os contornos, os desenhos,
decorando com efeitos de luz e sombra. Quanto mais criativas
eram suas "obras" maior era o reconhecimento perante os outros
grafiteiros. O grafite se desenvolveu tanto que, hoje, são
usadas iconografias de desenhos animados, figuras famosas da
cultura e da pintura e personagens em quadrinhos, inseridos em
suas assinaturas e nomes. Muitos até criam seus próprios
personagens, os chamados "bonecos", que ajudam a caracterizar o
trabalho de cada um, virando uma marca registrada do grafiteiro.
Hoje em dia, uma nova onda do grafite no Bronx é a criação de
murais, memoriais e tributos a grandes artistas, momentos
eternizados da cultura pessoal da comunidade que morreram
tragicamente através de doenças como a AIDS ou por causa de
drogas. Muitos destes memoriais são feitos com autorização dos
proprietários ou de membros da comunidade e costumam cobrir
áreas imensas de concreto. Desde o término do grafite em trens e
metrôs, muitos artistas começaram a ser pagos para realizar seus
trabalhos. Esta arte nascida no Bronx, na ilegalidade,
juntamente com o hip hop e o break. Também nascidas no Bronx,
indica um modo de vida de quem vive naquela área urbana, que
acabou conquistando o mundo. No fundo, é uma arte que
possibilita uma série de sensações e que as escritas legais
nunca foram capazes de oferecer: aventura, excitação, fé nos
amigos, riscos, várias atividades e muita, muita adrenalina. E é
o conjunto desses fatos que até hoje, inspira os seguidores
desses espíritos aventureiros em qualquer lugar do mundo, de
geração em geração. Uma arte que pulou de Nova York, como São
Francisco, que já tem grande tradição de cultura alternativa e
cruzou oceanos, criando raízes em cidades completamente
diferentes e cosmopolitas como Berlim, Hamburgo, Paris,
Amsterdã, Tóquio e, é claro, São Paulo.
DJ
O
Disc Jockey ou melhor DJ é responsável pelas mixagens e
scratches realizados em cima de Pick Ups; é a pessoa que comanda
o som.
O primeiro Dj do Mundo (Kool Herc) é que desenvolveu as técnicas
dos famosos "sond systems" de Kingston. Organizando festas nas
praças do bairro, ele não se limitava a tocar discos, mas usava
aparelhos de mixagem para construir novas músicas. "Grand Master
Flash" foi um dos mais talentosos discipulos do DJ Jamaicano e
criou o SCRATCH. Também há registros na História de que o Dj
"Big Youth" já tocava na Jamaica na década de 50, mas o fato que
importa mesmo é que a partir do Bronx que o RAP (estilo musical
internacional) foi difudido para o mundo e rapidamente
influenciou todas as comunidades do Planeta. Os DJ Londrinense
estão aparecendo aos pouco, depois da realização de oficinas nos
quatros cantos da cidade, eles estão começando a procurar seus
grupos e mostrando que aqui também tem quem sabe riscar os
discos.
Este elemento do hip hop é muito importante, pois sem eles o rap
ficaria sem ritmo e sem alguns efeitos originais causados pelos
scratchs.
Aqui no Brasil temos grandes dj´s como: Kl Jay dos Racionais
Mc´s , Dj King, DJ Negro Rico, Dj Cia entre outros.
Todo ano é realizado o hiphop dj pela 4P, com intuito de formar
novos
talentos e destacar aqueles que já estão estourados.
RAP
A
origem do Rap remonta à Jamaica, mais ou menos na década de 60
quando surgiram os "Sound Systems", que eram colocados nas ruas
dos guetos jamaicanos para animar bailes. Esses bailes serviam
de fundo para o discurso dos ‘toasters’, autênticos mestres de
cerimônia que comentavam, nas suas intervenções, assuntos como a
violência das favelas de Kingston e a situação política da Ilha,
sem deixar de falar, é claro, de temas mais prosaicos, como sexo
e drogas. No início da década de 70, muitos jovens jamaicanos
foram obrigados a emigrar para os EUA, devido a uma crise
econômica e social que se abateu sobre a ilha. E um em especial,
o DJ jamaicano Kool Herc, introduziu em Nova York a tradição dos
"Sound Systems" e do canto falado, que se sofisticou com a
invenção do scratch, um discípulo de Herc. O primeiro disco de
Rap que se tem notícia, foi registrado em vinil e dirigido ao
grande mercado (as gravações anteriores eram piratas) por volta
de 1978, contendo a célebre "King Tim III" da banda Fatback.
MC ou mestre de cerimônia é o mano ou mina que escreve e canta o
rap , aqui no Brasil temos grandes Mc's como : Mano Brown, Afro
X, Dexter entre outros.
Este elemento do hip-hop não é o mais importante que os outros
porém é um dos elementos que mais tem adeptos e é onde é
possivel chegar nos ouvidos da população em todo o país e no
mundo através de letras de rap.
O QUE É FREE STYLE?
Ao contrário do que muitos pensam, o free style não é novo e sim
muito antigo. Desde lá do Bronx quando alguns rappers já
mandavam uns improvisos nos guetos, ele consiste em fazer rimas
no improviso, por ser um jeito novo de fazer rap, já existem
alguns grupos de rap que usam o free style em seus cd's entre
eles o Sp Funk, Consequência, P.R.O, entre outros.
O Free Style significa estilo livre. Este termo é seguido a
risca pelos rapper's e adeptos ao free style.O que é mais
interessante neste estilo é que ocorrem batalhas entre mc's.
Agora é só se armar de rimas e improvisos e metralhar seu
oponente com uma rajada de rimas.
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